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Como identificar um bom exame de Densitometria Óssea

A Densitometria Óssea através de equipamentos DXA (Dual X-Ray Absorptiometry) constitui hoje o método de medida de massa óssea de maior utilidade no diagnóstico da Osteoporose e na avaliação da resposta terapêutica. No entanto, a não distinção entre exames de boa e de má qualidade pode induzir a condutas clínicas inadequadas.

Este reconhecimento pode ser relativamente fácil seguindo uma rotina simples.

O que devemos observar no exame da Coluna Lombar

  • A centralização da coluna, com quantidades semelhantes de partes moles de ambos os lados (seta amarela);
  • A retificação da coluna, sem desvios laterais (excluindo casos de escoliose);
  • O aparecimento de pequena porção de ambas as cristas ilíacas (setas brancas);
  • A visualização do último par de costelas e parte de T12 (seta vermelha);
  • A ausência de artefatos (zíperes, botões, contrastes e medicamentos radiopacos, etc);
  • A definição adequada de limites anatômicos, espaços intervertebrais e regiões de interesse;

É prerrogativa importante do densitometrista a exclusão de áreas comprovadamente comprometidas com fraturas, manuseios cirúrgicos e/ou outras alterações que podem falsear a medida da DMO.

O que devemos observar no exame do Fêmur

  • O alinhamento da diáfise femoral (sem adução ou abdução significativa da coxa [seta verde]);
  • A presença de partes moles abaixo do ísquio (seta azul) e acima do grande trocânter (seta vermelha);
  • O pequeno trocânter deve estar parcialmente escondido pela rotação interna do membro inferior examinado (seta branca), e o ângulo formado entre o fêmur e o ísquio deve permitir o posicionamento do "retângulo" de identificação do colo do fêmur que, sempre que possível, deverá estar perpendicular ao colo e conter apenas partes moles em todos os seus ângulos.

As avaliações comparativas também necessitam do conhecimento de possíveis variações e erros da técnica. No exame do Fêmur Proximal a angulação do colo femoral em relação à diáfise femoral (seta amarela) deve ser constante. Um cuidado redobrado com o posicionamento é necessário em exames de controle.

Este ângulo geralmente consta nos impressos do exame. Os exames comparativos devem ter a maior semelhança possível, com utilização de áreas de interesse iguais para permitir a comparação entre os mesmos segmentos e regiões e, sempre que possível, no mesmo equipamento. O conhecimento do coeficiente de variação, para cada segmento estudado, deve ser informado nos laudos, permitindo ao clínico saber se a variação medida na DMO em exames comparativos é significativa ou não.

       

Fonte: Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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