Dr. Álvaro
Razuk
O mioma uterino
é um tumor benigno do tecido muscular e conjuntivo
do útero e representa o tumor mais freqüente
da pelve feminina, com prevalência de 30-40% ao redor
dos 40 anos. O mioma uterino pode provocar sintomas como
alterações menstruais (hemorragias, podendo
levar a anemia), dor pélvica, presença de
tumoração no abdome e compressão de
órgãos vizinhos.
O tratamento
mais comum para esta doença é a histerectomia
(retirada cirúrgica do útero).
A embolização da artéria uterina surge
como um tratamento alternativo para as pacientes sintomáticas
portadoras de mioma uterino e que não desejam operar.
A embolização é a oclusão de
um vaso, visando diminuir o fluxo de sangue para um órgão
ou parte deste. Este procedimento é realizado na
sala de angiografia com cuidados rigorosos de assepsia e
anti-sepsia. A anestesia pode ser local ou peridural e,
então realizamos uma punção na região
inguinal (virilha) para cateterizarmos a artéria
femoral. Por esta artéria introduzimos um catéter,
com o qual alcançaremos a artéria uterina,
com o cateter em posição injetamos partículas
(PVA) que ocluem a circulação tumoral.
O procedimento
dura, em média, 40 minutos e o índice de complicação
são muitos baixos. O resultado desta modalidade de
tratamento é satisfatório, havendo melhora
dos sintomas em 90% dos casos e regressão dos miomas.
Este procedimento está indicado para as pacientes
que tenham indicação de histerectomia, mas
buscam uma opção não cirúrgica.
Nem todas as pacientes são candidatas para o método,
são de fundamental importância a avaliação
e consentimento do ginecologista que a acompanha.
Assim sendo,
o serviço de Radiologia Vascular e Intervencionista
do Hospital Santa Isabel, aliando técnicas modernas
e bons resultados, coloca à disposição
do seu corpo clínico e de suas pacientes uma opção
eficaz e minimamente invasiva de tratamento.