A densitometria
óssea do quadril da mulher adulta reflete a atividade física durante a adolescência
Para as mulheres, a atividade física desempenhada ao longo da adolescência pode
ser mais importante para a densidade óssea do que a própria ingestão de cálcio.
Os resultados do Penn State Young Women's Health Study, ainda em andamento,
mostram uma associação entre a densidade óssea do quadril na idade adulta e
os padrões de atividade física durante os anos da adolescência, mas não mostra
o mesmo em relação à ingestão de cálcio.
Dr. Lloyd
e cols do Milton S. Hershey Medical Center na Pensilvânia, relataram esses dados
na edição de julho da Pediatrics. Os pesquisadores usaram dados longitudinais
para determinar como o ganho de massa óssea e de densidade óssea entre meninas
saudáveis da raça branca estavam relacionados à ingestão de nutrientes, à mudanças
antropométricas e às práticas esportivas auto-selecionadas entre as idades de
12 a 18 anos. Uma associação positiva entre a participação em atividades esportivas
desempenhadas entre 12 e 18 anos e a DMO do quadril aos 18 anos foi observada,
mas o mesmo não ocorreu em relação ao ganho total de mineralização óssea corpórea.
A ingestão de cálcio, que variou entre 500 e 1500 mg/dia, não se mostrou associada
a DMO do quadril aos 18 anos, ou mesmo ao ganho de mineralização óssea total
entre 12 e 18 anos, segundo a pesquisa.
Os autores
concluem com base em seus dados que a atividade física, que diferencia a adolescente
sedentária daquela que se engaja em alguma forma de prática esportiva diária,
está relacionada a um aumento significativo no pico de DMO do quadril.
Refêrencia:
Pediatrics 2000;106:40-44.