Artigos Científicos  
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Ginecologia

O uso de contraceptivos injetáveis provoca perda óssea nas mulheres?

O acetato de medroxiprogesterona de depósito, um contraceptivo injetável amplamente utilizado, apresenta alta eficácia e segurança. Estudos recentes, no entanto, sugerem que o uso prolongado dessa droga pode estar relacionado à diminuição da densidade mineral óssea, predispondo as pacientes à osteoporose. Scholes e colaboradores avaliaram a ação dessa substância sobre a densidade mineral óssea através de uma comparação populacional transversal de mulheres norte-americanas.

O estudo incluiu mulheres entre 18 e 39 anos que participavam de um grande plano de saúde. Um total de 183 mulheres utilizando injeções de acetato de medroxiprogesterona de depósito foram comparadas com controles ajustadas por idade atendidas no mesmo serviço. As mulheres grávidas, além daquelas que pretendiam engravidar ou apresentavam quaisquer condições com influência sobre a densidade mineral óssea foram excluídas do estudo.

No início do estudo, as pacientes foram medidas e pesadas, e responderam questionários abrangentes sobre suas características demográficas e fatores que afetam a densidade óssea. Estabeleceu-se a densidade mineral óssea do fêmur proximal, coluna lombar e todo o corpo.

No grupo das pacientes que utilizavam contraceptivos injetáveis, houve maior número de fumantes, pardas e mulheres com maior atividade física. Além disso, houve menor número de pessoas com 2o grau completo ou com antecedente de fraturas. Essas pacientes também apontavam uma gravidez em idade mais jovem que o grupo controle. A densidade óssea média da coluna lombar e de outras regiões, ajustada por idade, foi significativamente menor entre as usuárias em comparação com o grupo controle. Após o ajuste por outros fatores de risco para a redução na densidade óssea, as diferenças mostraram-se significativas em relação ao colo do fêmur, coluna e trocânter. Demonstrou-se ainda uma relação entre a dose utilizada e esse efeito adverso encontrado com o uso da medroxiprogesterona. As diferenças foram mais relevantes entre o grupo de usuárias e o grupo controle com pacientes mais jovens (entre 18 e 21 anos).

Os autores discutem as graves implicações dos achados do estudo no desenvolvimento de osteoporose em usuárias dessa modalidade contraceptiva. A inibição do desenvolvimento da densidade óssea em mulheres jovens pode provocar doenças ósseas graves em idade menos avançada que nas pacientes que não usam os contraceptivos injetáveis. Eles ressaltam os efeitos adversos da medroxiprogesterona de depósito em adolescentes com outros fatores de risco para a diminuição da densidade mineral óssea.

Referência: Scholes D, et al. Bone mineral density in women using depot medroxyprogesterone acetate for contraception. Obstet Gynecol February 1999;93:233-8.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Serviços de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal