Há
muito consideradas como "indeterminadas" para malignidade, as calcificações
amorfas de mama deveriam ser classificadas como "suspeitas" para malignidade
, segundo uma apresentação feita no 100º Meeting Anual da American Roentgen
Ray Society.
O Dr. Wendie
A. Berg e seus colegas da Universidade de Maryland, em Baltimore, EUA, realizaram
150 biópsias estereotáxicas em casos, identificados por mamografia, de calcificações
amorfas agrupadas. O procedimento foi bem sucedido em 113 casos, mas 37 pacientes
precisaram de biópsia excisional.
As áreas de
calcificação eram geralmente discretas, pequenas, que poderiam não ter sido
vistas com equipamentos mais antigos, segundo o Dr. Berg. O tamanho mediano
das lesões agrupadas era de 4 mm de diâmetro e as calcificações variavam de
2 a 70 mm. As 113 biópsias estereotáxicas revelaram 16 carcinomas ductais focais
in situ (DCIS), 16 hiperplasias ductais atípicas (ADH), 8 hiperplasias lobulares
atípicas (ALH) e 2 carcinomas lobulares in situ (LCIS). No total, 30 biópsias
(20%) de calcificações amorfas revelaram doenças malignas e 30 outras diagnósticos
de alto risco.
Examinando
a relação entre riscos conhecidos para câncer de mama e estes casos de calcificações
amorfas, a equipe do Dr. Berg reparou que 17% dos casos de malignidade estavam
entre mulheres que não apresentavam fatores de risco identificáveis. As calcificações
amorfas estavam associadas a malignidade em 8% de mulheres que tinham história
familiar de câncer de mama, 29% de mulheres com diagnóstico anterior de LCIS
ou ADH e 31% de mulheres com diagnóstico anterior de câncer de mama.
Apesar da
taxa de sucesso de 92%, a biópsia estereotáxica livrou as mulheres de um procedimento
cirúrgico em apenas 46% dos casos, por causa da alta prevalência de DCIS e ADH
no local das ou próximo às calcificações.
Os pesquisadores
concluíram que e achado de calcificações amorfas deveriam levar a mamografia
a receber a classificação de "suspeita", por causa dos 40% de risco de serem
lesões malignas ou de alto risco. Nestas mulheres, a biopsia deveria ser indicada,
pela chance elevada de um diagnóstico precoce.
Referência:
American Roentgen Ray Society, 100º Annual Meeting, maio 2000.