O diagnóstico
de placenta prévia baseia-se amplamente nos achados
clínicos, incluindo sangramento vaginal, sensibilidade
uterina e contrações uterinas.
Porém,
esses sinais não são patognomônicos
para o desprendimento brusco da placenta e podem ser produzidos
por outras lesões relacionadas a traumas.
Além
disso, o sangramento vaginal nem sempre está presente,
pois o sangue pode ficar retido entre a placenta desprendida
e o útero, causando hemorragia oculta.
A ultra-sonografia
nem sempre é útil para o diagnostico, pois
sua sensibilidade é relativamente baixa. São
necessários uns 300 mL de sangue retroplacentário
para a visualização sonográfica. Assim,
apenas 30-50% dos desprendimentos bruscos da placenta são
detectados pela ultra-sonografia (2).
Quando uma
porção significativa (geralmente >50%)
da placenta descola do útero, a amostragem do coração
do feto mostrará a evidência do teste fetal
de não reafirmação (antes conhecida
como “sofrimento fetal”).
Um desprendimento
grande também pode levar à coagulação
intravascular disseminada (CID) devido ao consumo excessivo
de fatores de coagulação. Produtos com fibrinogênio
reduzido e degradação de fibrina elevada sugerem
o envolvimento de CID. Esses valores anormais de laboratório
podem sugerir um desprendimento brusco da placenta grande.
Uma redução
significativa em hematócrito no sangramento vaginal
ausente também pode sugerir desprendimento brusco
da placenta com hemorragia intra-uterina oculta, mas o sangramento
intra-abdominal também tem que ser excluído,
no caso de uma paciente com trauma.
Referências:
1. Pearlman MD, Tintinallli JE, Lorenz
RP. A prospective controlled study of outcome after trauma
during pregnancy. Am J Obstet Gynecol 1990; 162:1502.
2. Harrison SD, Nghiem HV, Shy K. Uterine
rupture with fetal death following blunt trauma. Am J Radiol
1995; 165:1452.