Artigos Científicos
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Gastroenterologia

Vacina para o câncer de pâncreas mostra-se uma promessa para breve

Uma vacina experimental pode ser segura e eficaz na redução do crescimento de tumores pancreáticos, um dos cânceres mais letais e de difícil tratamento, de acordo com os resultados iniciais de um estudo.

Cerca de 29.000 pacientes morrem por câncer de pâncreas anualmente nos EUA, segundo a American Cancer Society. Atualmente, esses pacientes têm poucas opções terapêuticas além da retirada do órgão, responsável pelo suprimento de insulina para o organismo.

É uma doença para a qual não se dispões de um bom tratamento até agora, segundo a Dra. Jaffee, autora do estudo, da The Johns Hopkins Medical Center, em Baltimore, EUA.

A equipe da Dra. Jaffee testou uma vacina contendo células pancreáticas humanas, cultivadas em laboratório e geneticamente modificadas para incluir o gene FEC-MG (sigla de fator estimulador de colônias de macrófagos-granulócitos), que estimula o sistema imunológico. A ativação do FEC-MG auxilia o sistema imunológico na identificação e destruição das células neoplásicas escondidas no organismo.

Quatorze pacientes, já submetidos à remoção cirúrgica do pâncreas e de parte do intestino delgado, receberam a vacina.

Em 12 dos 14 pacientes, seguiu-se um período de 6 meses de quimioterapia e radioterapia. A vacinação foi repetida mensalmente em 6 pacientes, que permaneceram em remissão durante um período mínimo de 6 meses.

De acordo com a publicação na edição de janeiro do Journal of Clinical Oncology, o sistema imunológico de 3 pacientes pareceu criar uma resposta "letal" persistente contra as células tumorais, típica do FEC-MG.

Esses três pacientes também apresentaram um maior intervalo livre de doença, observam os autores. Na verdade, os 3 pacientes que mostraram uma resposta permanecem livres da doença por mais de 3 anos desde o diagnóstico.

Segundo os autores, não houve efeitos colaterais tóxicos associados com o tratamento. Em relação aos pacientes que não responderam à vacina, a autora supõe que é possível que a própria vacina não apresentasse as proteínas corretas para promover a ativação do sistema imunológico daqueles pacientes. Observou ainda que a idade dos pacientes não foi um fator relacionado.

Outros estudos estão sendo planejados, incluindo um com pacientes que ainda não foram submetidos à retirada do pâncreas. Os estudos em ratos sugerem que a vacina, associada com uma droga antineoplásica potente chamada Taxol, pode diminuir a progressão do tumor.

Um estudo com 60 pacientes, semelhante a esse trabalho, será iniciado nos próximos 2 ou 3 meses. Ao mesmo tempo, será realizado um estudo com o uso combinado da vacina e quimioterapia em pacientes com estágios mais avançados da doença.

Ref.: Journal of Clinical Oncology 2001;19:145-156.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal