Há alguma
diferença entre os inibidores da bomba de prótons
para o tratamento da doença do refluxo gastro-esofágico?
Esta meta-análise
identificou todos os experimentos duplo-cego, randomizados
e controlados comparando um IBP com outro para o tratamento
de DRGE, utilizando cura endoscópica como o padrão
de referência para o sucesso do tratamento.
Foi identificado
um total de 19 estudos, a maioria com duração
de quatro semanas, com mais de 9.000 pacientes.
Não
foi encontrada nenhuma diferença para as seguintes
comparações: pantoprazol 40 mg - omeprazol
20 mg; pantoprazol 20 mg -omeprazol 20 mg; lansoprazol 30
mg - omeprazol 20 mg; lansoprazol 15 mg - omeprazol 20 mg;
lansoprazol 30 mg - omeprazol 40 mg; lansoprazol 30 mg -
pantoprazol 40 mg; rabeprazol 20 mg - omeprazol 20 mg; rabeprazol
10 mg - omeprazol 20 mg; e omeprazol 20 mg - esomeprazol
20 mg.
Apenas uma
comparação descobriu uma diferença
estatisticamente significativa entre grupos no tratamento
de DRGE: esomeprazol 40 mg - omeprazol 20 mg (80 - 67% taxa
de resposta; P = .04; número necessário para
tratar = 7). Porém, como visto acima, uma comparação
em 1.306 pacientes de doses equivalentes a 20 mg de esomeprazol
- 20 mg de omeprazol não descobriu nenhuma diferença
na cura endoscópica.
As taxas de
resposta para omeprazol 20 mg nos dois estudos que o compararam
ao esomeprazol 40 mg foram 65 e 67% - consideravelmente
menor que em outras comparações com esta dose,
em que a taxa de sucesso era de 70 a 91%. Isso faria o esomeprazol
parecer mais efetivo em comparação. Embora
esta comparação nunca tenha sido feita diretamente,
parece altamente provável que omeprazol 40 mg seria
similar em eficiência a 40 mg de esomeprazol.
Conclusão:
Não há nenhuma diferença significativa
entre doses equivalentes de IBPs de esomeprazol e omeprazol.
A decisão de escolher um ou outro deveria ser baseada
primeiramente no custo e depois, na resposta do paciente.
Referência:
Klok RM, et al. Meta-analysis: comparing the efficacy of
proton pump inhibitors in short-term use. Aliment Pharmacol
Ther May 15, 2003;17:1237-45.