Artigos Científicos  
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Endocrinologia

Transplante de ilhotas em paciente com DM tipo 1

O New England Journal of Medicine online, ressalta um artigo de Shapiro e cols, no qual os autores, da Universidade de Alberta(Canadá), relatam o sucesso obtido no controle de 7 pacientes com diabetes mellitus Tipo 1 após transplante de ilhotas pancreáticas e um regime de imunossupressão sem corticoesteróides.

Esses transplantes vem sendo tentados para o controle de pacientes portadores de diabetes desde o começo da década de 90, porém apenas 8,2% dos pacientes transplantados permaneciam estáveis, sem necessidade de insulina exógena por períodos maiores do que 1 ano. O tratamento imunossupressivo pós-transplante geralmente consistia no uso de ciclosporina, azatioprina e corticoesteróides.

No presente estudo, todos os pacientes tinham diagnóstico de DM Tipo 1 há mais de 5 anos e não tinham obtido controle adequado da sua doença apesar do uso de insulina exógena. Os pacientes tinham entre 29 e 54 anos.

Os transplantes foram feitos com ilhotas obtidas de pâncreas de pacientes em morte encefálica. As ilhotas, após preparação adequada, eram infundidas através de um cateter percutâneo, via veia porta, no fígado do receptor. Em cada intervenção os pacientes permaneciam internados uma média de 2,3 dias e três pacientes receberam alta nas primeiras 24 horas pós o transplante.

Após o transplante os pacientes receberam tratamento imunossupressivo com sirolimus (um bloqueador do ciclo celular, aprovado em 1999 para imunossupressão em transplantados renais), tacrolimus (um imunossupressor usado em transplantes de medula, fígado e outros) e daclizumab (um anticorpo monoclonal contra o receptor da interleucina-2). Em nenhum momento do estudo os pacientes receberam corticoesteróides.

Em todos os sete pacientes, a insulinoterapia rapidamente deixou de ser necessária após os transplantes. Após 11,9 meses de follow-up, todos se mantinham controlados, sem necessidade do uso de insulina exógena. Nenhum apresentou hipoglicemia ou descompensação metabólica grave. O trabalho foi julgado de tamanha relevância que foi imediatamente publicado na Internet.

O artigo definitivo foi publicado na edição do New England de 27/07/2000.

Refêrencia: Shapiro J et al. Islet
Transplantation in Seven Patients with Type 1 Diabetes Mellitus
Using a Glucocorticoid-free Immunosuppressive Regimen, www.nejm.org, june 6, 2000.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Serviços de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal