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O que é o diabetes mellliuts?
O Diabetes
mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina
e/ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos.
Caracteriza-se
por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, lipídios
e proteínas.
As conseqüências
do DM a longo prazo incluem danos, disfunção e falência de vários órgãos, especialmente
rins, olhos, nervos, coração e vasos sangüíneos. Com freqüência os sintomas
clássicos (perda inexplicada de peso, polidipsia e poliúria) estão ausentes,
porém poderá existir hiperglicemia de grau suficiente para causar alterações
funcionais ou patológicas por um longo período antes que o diagnóstico seja
estabelecido.
Antes do surgimento
de hiperglicemia mantida, acompanhada de quadro clínico clássico do DM, a síndrome
diabética passa por um estágio de distúrbio do metabolismo da glicose, caracterizado
por valores glicêmicos situados entre a normalidade e a faixa diabética.
O Diabetes
mellitus do tipo 2 resulta, em geral, de graus variáveis de resistência à insulina
e deficiência relativa de secreção de insulina. A maioria dos pacientes tem
excesso de peso e a cetoacidose ocorre apenas em situações especiais, como durante
infecções graves.
Os procedimentos
de diagnóstico laboratorial empregado são a medida da glicose no soro ou plasma
após jejum de 8 a 12 horas e o teste padronizado de tolerância à glicose (TTG)
após administração de 75 gramas de glicose anidra (ou dose equivalente, por
exemplo, 82,5 g de Dextrosol) por via oral, com medidas de glicose no soro ou
plasma nos tempos 0 e 120 minutos após a ingestão.
Quais os riscos de complicações cardiovasculares?
A doença cardiovascular
é a principal responsável pela redução da sobrevida de pessoas com diabetes
mellitus, sendo a causa mais freqüente de mortalidade.
O aumento de
riscos de complicações cardiovasculares dos pacientes diabéticos do tipo 2 está
relacionada ao estado diabético per se e à agregação de vários fatores de risco
cardiovasculares, como obesidade, hipertensão arterial (HA) e dislipidemia entre
outros. Estudos recentes demonstraram que a adoção de diversas medidas dirigidas
a vários fatores de risco cardiovascular, reduziu significativamente a evolução
de complicações microangiopáticas. Dentre essas medidas, destacou-se o controle
rigoroso da hiperglicemia e da hipertensão arterial que eram capazes de reduzir
as complicações do DM e a mortalidade de acordo com o United Kingdom Prospective
Diabetes Study (UKPDS). Esses estudos também mostraram uma forte correlação
entre a incidência de eventos cardiovasculares e os níveis de glicose pos-prandial
.
Por que é importante a medição da glicemia pós-prandial?
Em indivíduos
normais após a ingestão de uma refeição, ocorre um rápido aumento da secreção
de insulina, atingindo valores máximos após 60 minutos, sendo que depois de
cerca de 2 horas, a glicemia fica a níveis inferiores a 140 mg/dl. Já indivíduos
com diabetes mellitus tipo 2 , apresentam uma atenuação e atraso da primeira
resposta de secreção de insulina, com conseqüente aumento da glicemia pós-prandial.
A hiperglicemia pós-prandial (HPP) contribui para o aumento da hemoglobina glicosilada
(Hb-glic), que é fortemente correlacionada com a incidência de micro e macroangiopatia
no DM do tipo 2.
Estudos mostram
que a HPP, especialmente duas horas após uma refeição, está associada a altos
níveis de Hb-glic no DM2, com glicemia de jejum normal ou levemente aumentada
Desta forma, em pacientes com diabetes mellitus do tipo 2, a mediação da hemoglobina
glicosilada (Hb-glic), é de extrema importância no controle sangüíneo de glicose.
Recomenda-se,
portanto, que a glicemia pós-prandial nas pessoas com diabetes do tipo 2 não
ultrapasse 180 mg/dL. Apesar de não constituir critério diagnóstico para a doença,
essa medida pode ser útil para avaliar o risco de haver complicações macroangiopáticas
relacionadas ao diabetes, auxiliando substancialmente na instituição de uma
terapêutica adicional para o controle de HPP.
Análogos da
insulina de ação rápida tem sido utilizados com maior eficiência nos níveis
de glicose pós-prandial, em casos de diabetes mellitus do tipo 2, pois atuam
rapidamente para suprimir a liberação de glicose hepática.
Qual a melhor conduta então?
Os pacientes
portadores de diabetes mellitus do tipo 2 devem ser avaliados periodicamente
, quanto a medidas de peso, pressão arterial, medidas de glicose plasmática,
hemoglobina glicosilada (Hb glic), e perfil lipídico. Os valores de glicemia
devem estar próximos do normal. São aceitáveis valores de glicose plasmática
em jejum até 126 mg/dl e de duas horas pós-prandial até 180 mg/dl e níveis de
hemoglobina glicosilada (Hb -glic) até um ponto percentual acima do limite superior
do método utilizado. Acima destes valores, é sempre necessário realizar intervenção
para melhorar o controle metabólico.
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Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br