Participantes:
Dr. Alfredo Halpern, Dra. Alice de Mesquita Carvalho, Dr. Amélio F. de
Godoy Matos, Dr. César De Leon P.; Dr. Carlos Bayard Rodrigues; Dra.
Daise dos Santos Amaral Baptista, Dr. Ernesto Irrazabal, Dr. Giuseppe Repetto,
Dra. Gladys Olaya Bello, Dr. Jayme Ariza, Dr. Jorge Gonzalez Barranco, Dr. José
Carlos Appolinário, Dr. Julio Montero, Dr. Marcio C. Mancini, Dr. Mário
Kehdi Carra. Dra. Mônica Duchesne, Dra. Patrícia Restrego, Dr.
Patrício Mois Yudilevich. Dr. Pedro kaufmann, Dr. Rafael Gómez
Blasco, Dr. Rafael Gómez Cuevas, Dr. Raul Pisabarro, Dr. Ricardo Güell,
Dr. Fernando Manuel, Dr. VictorSaavedra Gajardo, Dr. Walmir Ferreira Coutinho
a) Catecolaminérgicos
Fetermina
Mecanismo de ação: Diminui a ingestão alimentar por um
mecanismo noradrenérgico.
Dose: 30 – 60mg/dia
Efeitos colaterais: Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade.
Fenproporex
Mecanismo de ação: Diminui a ingestão alimentar por um
mecanismo noradrenérgico.
Dose: 20 - 50 mg/dia
Efeitos colaterais: Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade.
Amfepramona (Dietilpropiona)
Mecanismo de ação: Diminui a ingestão alimentar por um
mecanismo noradrenérgico.
Dose: 40 - 120 mg/dia
Efeitos colaterais: Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade.
Mazindol
Mecanismo de ação: Diminui a ingestão alimentar por mecanismo
noradrenérgico e dopaminérgico. Nãoé derivado da
fenietilamina como as três drogas anteriores.
Dose: 1 - 3 mg/dia
Efeitos colaterais: Boca seca, insônia, taquicardia, ansiedade.
Fenilpropanolamina
Mecanismo de ação: Age aumentando a ação afrenérgica.
Dose: 50 - 75 mg/dia
Efeitos colaterais: Sudoreses, taquicardia, eventualmente aumenta a pressão
arterial.
b) Serotoninérgicos
Fluoxetina
Mecanismo de ação: Inibidor da recapitação de serotonina.
Apesar de não ser especificamente para a obesidade, pode ser útil
em alguns tipos de pacientes obesos como comedores compulsivos, aqueles com
bulimia nervosa e obesos deprimidos.
Dose: 20 - 60 mg/dia
Efeitos colaterais: Cefaléia, insônia, ansiedade, sonolência
e redução da libido.
Sertralina
Mecanismo de ação: Inibidor da recapitação de serotonina.
Apesar de não ser especificamente para a obesidade, pode ser útil
em alguns tipos de pacientes obesos como comedores compulsivos, aqueles com
bulimia nervosa e obesos deprimidos.
Dose: 50 - 150 mg/dia
Efeitos colaterais: Cefaléia, insônia, ansiedade, sonolência
e redução da libido.
c) Serotoninérgico
e catecolaminérgico
Sibutramina
Definição: É um inibidor da recaptura da serotonina e da
noradrenalina (SNRI).
Mecanismo de ação: É central e periférico, reduzindo
a ingestão alimentar e aumentando o gasto calórico
Dose: 10 - 20 mg/dia
Efeitos colaterais: Secura da boca, constipação, taquicardia,
sudorese, eventual aumento da pressão arterial.
d) Termogênicos
Efedrina
Mecanismo de ação: Agonista adrenérgico.
Dose: 50 - 75 mg/dia
Efeitos colaterais: Sudorese, taquicardia, eventual aumento da pressão
arterial.
Cafeína
Mecanismo de ação: Aumenta a ação da noradrenalina
nas terminações nervosas, potencializando o efeito da efedrina.
Dose: 100 - 300 mg/dia
Efeitos colaterais: Gastrite, taquicardia.
Aminofilina
Mecanismo de ação: Aumenta a ação da noradrenalina
nas terminações nervosas, potencializando o efeito da efedrina.
Dose: 300 - 450 mg/dia
Efeitos colaterais: Gastrite, taquicardia. Os anorexíneos catecolaminérgicos
têm também uma ação termogênica.
e) Inibidor de absorção
de gorduras
Orlistat
Mecanismo de ação: Desativa a ação enzimática
necessária para absorver os triglicérides. Sua atividade se desenvolve
no lúmem intestinal, sendo mínima a sua absorção.
Dose: 120 mg no máximo três vezes ao dia junto com as refeições
principais.
Efeitos colaterais: Produz esteatorréia por seu próprio mecanismo
de ação. Caso a ingestão de gordura seja exasgerada, pode
provocar diarréias e incontinência fecal. Para interferir na absorção
de vitaminas lipossolúveis, por isso ocasionalmente é necessária
uma suplementação alimentar.
Em geral, existem poucos ensaios clínicos terapêuticos
controlados mostrando a eficácia de tratamentos hormonais para a obesidade.
Na literatura existem artigos mostrando que diversos tratamentos
hormonais podem, em casos especiais, diminuir de forma aguda a quantidade de
tecido adiposo e fundamentalmente resultar em benefícios metabólicops,
promovendo o decréscimo da gordura viceral.
Apesar disso, nenhum dos estudos mostrou ser efetivo no manejo
de pacientes obesos a longo prazo.
Resultados esperançosos surgem dos primeiros relatos
do tratamento com leptina; provavelmente em um futuro próximo poderemos
contar com uma alternativa de tratamento hormonal eficaz para a obesidade.