Dr. Álvaro
Razuk
A hiperhidrose
é uma disfunção do sistema nervoso
autônomo simpático, que se manifesta por suor
excessivo na região acometida: palma das mãos,
axilas, planta dos pés, dorso e face. É uma
afecção não muito rara, atingindo1%
da população.
O suor é
necessário para o ser humano e tem como principal
função regular a temperatura do corpo, ou
seja, as glândulas sudoríparas eliminam suor
na superfície da pele, o qual ao evaporar-se elimina
o calor. Os portadores de hiperhídrose axilar queixam-se
de roupas excessivamente molhadas, manchadas e danificadas,
aspecto de má higiene. Na hiperhidrose palmar queixam-se
de dificuldades para manusear papeis, instrumentos e cumprimentar
ou tocar pessoas.
Podendo acarretar
transtornos de relacionamento e psicológico. O tratamento
pode ser paliativo através do uso de antiperspirantes,
medicamentos, como os anticolinérgicos, que tem inconvenientes
efeitos colaterais. Pode-se, ainda, tentar a iontoforese,
que pode reduzir o suor, mas por períodos de seis
horas a uma semana. A injeção de botox sob
a pele, exige mais de 50 aplicações em cada
mão e possue efeito de apenas 1 a 6 meses.
O tratamento
definitivo e irreversível é a cirurgia, denominada
Simpatectomia. Esta é realizada através da
videotoracoscopia. Trata-se de uma técnica endoscópica,
menos agressiva e mais estética, com boa aceitação
pelos pacientes. O procedimento é realizado através
de duas pequenas incisões (sete minutos cada) na
região axilar com o paciente sob anestesia geral.
Realiza-se os dois lados, com uma duração
de 20 minutos cada. E o tempo de permanência hospitalar
é de 24 a 36 horas. O resultado imediato é
o desaparecimento da hiperhidrose, já no final de
cirurgia. No Hospital Santa Isabel, o procedimento já
é realizado há um ano e meio comum excelente
grau de satisfação dos pacientes.
Até
o momento, já foram realizadas 16 cirurgias.