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Risco de Infarto e Angina aumentados após infecção aguda

Pesquisadores britânicos afirmam que a infecção aguda parece disparar um evento cardiovascular em indivíduos suscetíveis, como reportado na edição de dezembro do “The New England Journal of Medicine”. Entretanto, a condição cardiovascular parece não ser afetada pelo vírus H. influenzae, pelo tétano ou por vacinas contra pneumococcos.

Dr. Liam Smith da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres junto com um grupo de especialistas analisou os dados contidos no “United Kingdom General Practice Research Database”, que inclui arquivos de aproximadamente 5 milhões de pessoas.

Eles restringiram a análise para 60.000 pessoas que tiveram um infarto entra 1987 e 2001 e 55.000 pessoas que tiveram um episódio isquêmico (ocasionando a angina), selecionando somente aqueles indivíduos expostos a infecções do trato urinário ou respiratório ou vacinações.

As taxas de infarto e isquemia foram mais altas nos 3 primeiros dias após a infecção; a taxa de incidência ajustada pela idade foi de 4,95 para infarto após infecção das vias respiratórias e 1.66 após infecção das vias urinárias. As taxas correspondentes para episódio isquêmico foram de 3,19 e 2,72. Houve um intervalo de algumas semanas para que essas taxas retornassem a normalidade.

Esse efeito de exposição pós-infecção seguiu padrões similares para eventos vasculares secundários. Todavia, as taxas não se alteraram após infecções por H. influenzae, tétano ou vacinações contra pneumococco.

Os pesquisadores questionam se esse aumento transitório do risco é devido a alterações de curto prazo na função endotelial ou outros mecanismos, como alterações na composição plaquetária, ativação de glóbulos brancos, desidratação ou repouso. Sugerem ainda que as conclusões deste trabalho corroboram com a teoria de que inflamação sistêmica aumenta o risco de eventos vascular.

Referência. N Engl J Med 2004;351:2611-2618.es.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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