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Hipertensão arterial secundária: quando outra doença ou condição é a culpada

Quando algo está errado com um órgão ou parte do organismo, geralmente ocorre um efeito dominó, aparecendo problemas em outras partes do corpo. Uma doença cardíaca pode causar problemas pulmonares, por exemplo. O diabetes, por outro lado, pode causar doenças vasculares.

Isso também ocorre com a pressão arterial. Algumas doenças renais, nas glândulas adrenais ou problemas obstétricos podem causar a elevação da pressão arterial. Esse tipo de hipertensão arterial, no qual a pressão elevada resulta de outra doença ou condição, é denominada hipertensão arterial secundária.

Você também pode apresentar hipertensão primária e secundária, caso tenha o diagnóstico de hipertensão primária e apresente outra doença ou condição que interfere com os níveis da pressão arterial.

Além disso, determinados medicamentos (inclusive alguns vendidos sem prescrição médica) e drogas ilícitas podem causar hipertensão secundária.

A hipertensão secundária é pouco comum, representando cerca de 5-10% dos casos de hipertensão. Na maioria dos pacientes, não é possível estabelecer a causa da doença e a hipertensão é denominada primária ou essencial. Nesses casos, a pressão elevada está geralmente relacionada a fatores associados ao estilo de vida, como obesidade, dieta rica em sal, consumo excessivo de álcool e sedentarismo. Os pacientes com hipertensão secundária geralmente apresentam níveis bastante elevados de pressão arterial. A boa notícia é que geralmente é possível tratar adequadamente ou até mesmo curar a hipertensão secundária com o tratamento da doença ou condição responsável pela elevação da pressão. Dessa forma, reduz-se o risco de desenvolver complicações graves relacionadas à hipertensão.

Determinando a causa da hipertensão

Quando o médico descobre que o paciente apresenta hipertensão arterial, pode solicitar alguns exames e procedimentos para determinar ou descartar a presença de alguma doença ou condição responsável pela pressão elevada. Esses exames podem incluir exames de sangue, urina e exames de imagem, como a ultra-sonografia e angiografia.

A falha no tratamento de uma condição responsável pela pressão elevada pode causar níveis de pressão arterial críticos, o que pode ser responsável por doenças graves que acometem o coração e os rins, assim como hemorragia retiniana e o acidente vascular cerebral, dentre outras complicações. Além disso, a doença de base e a hipertensão podem se complicar mutuamente. Em muitos casos, quanto maior o período de hipertensão não corrigida, mais difícil o tratamento – mesmo quando a doença responsável é tratada.

O tratamento adequado, entretanto, geralmente permite controlar ou curar a doença de base e os níveis elevados de pressão arterial. Por esse motivo, é fundamental consultar o médico quando você tiver algum problema.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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