Pesquisadores
avaliam a situação atual da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) como sendo
o problema mais prevalente entre adultos atendidos na atenção primária. Baseado
na avaliação do manejo da HAS, estima-se que 75% de um total de aproximadamente
50 milhões de adultos com hipertensão apresentem risco aumentado para doenças
vasculares, nos EUA.
Apesar de inúmeros estudos
controlados, multicêntricos e randomizados sugerindo que o tratamento da HAS
reduz tanto a morbidade quanto a mortalidade, os autores mostram que o estado
atual do manejo da HAS é caracterizado pelo sub-diagnóstico, diagnósticos incorretos,
sub ou supertratamento e pelo uso inadequado de medicamentos.
Deve ser dada atenção especial
à idade, sexo, raça, dieta, prática de exercícios, tabagismo, co-morbidade e
a escolha das drogas anti-hipertensivas para que a terapia seja eficaz. Além
disso, é essencial que o paciente realmente faça o tratamento, obtendo assim,
o controle da pressão arterial.
Outros itens que merecem
atenção incluem a qualidade e precisão do diagnóstico inicial, o automonitoramento
da pressão e a orientação para tentar reduzir ou mesmo promover a retirada dos
anti-hipertensivos quando a pressão estiver controlada por 12 meses ou mais.
Os autores também consideram
que o conhecimento e uso do "6º Comitê Nacional para Prevenção, Diagnóstico
e Tratamento da HAS" pelos clínicos americanos é deficiente.
Essa revisão aborda uma
série de opções para resolver a atual crise no cuidado dos pacientes, incluindo
orientação computadorizada, e uso de algoritmos detalhados.
Ref:
The Urgent Need to Improve Hypertension Care Jeffrey S. Trilling,
MD; Jack Froom, MD. Arch Fam Med. 2000;9:794-801