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Cardiologia

Serviço de Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial do Hospital Pró-Cardíaco

O Hospital Pró-Cardíaco está inaugurando um novo serviço, o de Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial. Utilizando moderna tecnologia e com profissionais altamente capacitados, o novo serviço tem a capacidade de diagnosticar e tratar todos os tipos de arritmias cardíacas (distúrbios do ritmo cardíaco).

Para tal, dispõe de um dos mais completos laboratórios de Eletrofisiologia Cardíaca, focado no tratamento curativo por catéter de arritmias (Ablação por Catéter) e em métodos de estimulação cardíaca através do implante de marcapassos e desfibriladores implantáveis.

Neste cenário pioneiro, a criação de dois centros ligados ao novo serviço trazem grandes inovações para o tratamento de pacientes com doenças cardíacas.

Centro de Fibrilação Atrial

Uma das arritmias mais comuns, tanto em pacientes com coração normal ou com doença cardíaca, é a fibrilação atrial. Esta arritmia pode ocorrer de maneira silenciosa, ou seja, sem causar qualquer sintoma e ser descoberta durante um eletrocardiograma de rotina. Em outros pacientes, a fibrilação atrial pode estar associada à sensação de coração disparado (palpitações), falta de ar, dor no peito, tonturas e até mesmo desmaios. Um dos maiores problemas da fibrilação atrial, entretanto, é o risco de derrame cerebral (acidente vascular cerebral). Quando a fibrilação atrial ocorre em pacientes com outras doenças cardíacas, existe o risco de formação de coágulos dentro do coração que podem se soltar causando o derrame cerebral. Embora este risco seja menor em pacientes com coração normal e crises freqüentes de fibrilação atrial, este ainda existe.

O tratamento da fibrilação atrial tem como objetivos evitar a formação de coágulos no coração e combater a arritmia podendo ser feito de várias maneiras. Nos pacientes com risco de terem coágulos, usa-se um anticoagulante, o Warfarin. Para combater a fibrilação atrial, podemos usar diversas drogas antiarrítmicas; porém, os resultados são freqüentemente desapontadores, persistindo os sintomas e as crises.

Na tentativa de oferecer novos tipos de tratamento para a fibrilação atrial e sob a Coordenação do Dr. Eduardo Saad, o Hospital Pró-Cardíaco criou o Centro de Fibrilação Atrial. Neste centro, novos tratamentos curativos para pacientes com fibrilação atrial serão oferecidos: a ablação por catéter (minimamente invasivo) e a cirurgia cardíaca.

A ablação por catéter (ver brochura em anexo) é um método de tratamento que permite o isolamento elétrico das veias pulmonares, locais de origem da arritmia, sem afetar a função do coração. Ao se isolar as veias pulmonares com este tipo de tratamento, até 80% dos pacientes podem ficar curados da fibrilação atrial. Para aumentar as chances do procedimento ser realizado com sucesso, o Hospital Pró-Cardíaco dispõe de um equipamento de Ultrassonagrafia Intracardíaca, o primeiro da América Latina utilizado com esta finalidade. Através de uma sonda de ultrassom colocada dentro das câmaras cardíacas, obtem-se imagens de alta de precisão das veias pulmonares, tornando o procedimento mais seguro e eficaz.

O isolamento das veias pulmonares também pode ser realizado durante uma cirurgia cardíaca convencional, naqueles pacientes que necessitem do procedimento cirúrgico para outra finalidade. Através de instrumental específico, o cirurgião pode realizar a ablação da fibrilação atrial com alta eficácia e segurança, sem aumentar significativamente os riscos da operação.

Ressincronização Cardíaca

Tal como a fibrilação atrial, a insuficiência cardíaca, que ocorre por dilatação do coração e causa cansaço, falta de ar e inchaço nas pernas, é um outro problema muito freqüente. Apesar de recentes avanços no tratamento medicamentoso dessa enfermidade, freqüentemente a doença é progressiva, levando a múltiplas internações e eventualmente a morte.

Há alguns anos, verificou-se que mesmo em pacientes em uso de medicamentos para tratar este problema, a utilização de um tipo especial de marcapasso cardíaco pode melhorar os sintomas e a qualidade de vida destes pacientes. Nesta técnica, o objetivo é restaurar o sincronismo do batimento das câmaras cardíacas, que é freqüentemente perdido em pacientes com essa patologia, levando a piora significativa do quadro clínico. Para tal, um cabo adicional de marcapasso é colocado em uma estrutura venosa que leva ao lado esquerdo do coração (ventrículo esquerdo). Vencida essa etapa, coloca-se um outro cabo do lado direito, que é o habitualmente realizado em implantes de marcapassos convencionais. Finalmente, junta-se os dois cabos (direito e esquerdo) no aparelho, realizado-se então a estimulação simultânea de todo o coração e, conseqüentemente, melhorando a capacidade de contração de suas fibras musculares.

Esta técnica de estimulação atualmente já pode também ser incorporada para beneficiar aqueles pacientes que, por apresentarem maior risco de morte súbita por arritmias ventriculares malignas, necessitam de implante de um Cardioversor-desfibridador implantável. Esse aparelho tem a capacidade de monitorizar o ritmo cardíaco, batimento a batimento e, caso detecte a presença de arritmias malignas que podem levar a parada cardíaca e a morte, produzir um choque elétrico (desfibrilação) para salvar a vida do paciente. Havendo esse risco, a terapia de ressincronização é então realizada pelo implante de um cardioversor-desfibrilador com capacidade de ressincronização através de estimulação biventricular.
Por esta razão, também de maneira pioneira no Rio de Janeiro, o Hospital Pró-Cardíaco, também sob a Coordenação do Dr. Eduardo Saad, criou o Núcleo de Ressincronização Cardíaca, especializado na seleção e implante destes tipos de aparelhos em pacientes com insuficiência cardíaca. Estudos recentes mostram que esta técnica, quando adequadamente realizada, melhora a capacidade física, a qualidade de vida e reduz a necessidade de internações hospitalares, além de salvar vidas.

Através destes novo serviço, o Hospital Pró-Cardíaco estará, portanto dedicado ao tratamento não-farmacológico das arritmias cardíacas e da insuficiência cardíaca, utilizando as tecnologias mais avançadas existentes na atualidade.

Fonte: Dr. Eduardo Saad - Cardiologista do Hospital Pró-cardíaco.


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