Artigos Científicos
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Cardiologia

Contagem de leucócitos prediz mortalidade no infarto agudo do miocárdio

Marcadores inflamatórios, incluindo a proteína-C de alta sensibilidade, são indicadores da elevação no risco de infarto agudo do miocárdio e outros eventos coronários agudos. São também valiosos marcadores de um pior prognóstico em pacientes com angina instável. A contagem de leucócitos é um marcador de inflamação mais simples e mais facilmente disponível. Pacientes com infarto agudo do miocárdio que apresentam contagens elevadas de leucócitos parecem apresentar maior risco de morte e recorrência de infarto agudo do miocárdio (IAM).

Cannon e associados, utilizando dados do ensaio clínico Orbofiban em pacientes com síndromes coronárias instáveis, estudaram o impacto da contagem leucocitária no prognóstico desses pacientes. O estudo incluiu mais de 10,000 pacientes com o diagnóstico de IAM ou angina instável, que apresentavam ao menos um fator de alto risco. Os participantes foram tratados diariamente com aspirina e randomizados de forma a receber uma ou duas doses de orbofiban, um inibidor da glicoproteína Iib/IIIa de apresentação oral, ou placebo. O end-point primário deste estudo foi um dos seguintes eventos: morte, IAM, isquemia em repouso recorrente que levou à hospitalização, revascularização urgente ou acidente vascular cerebral. Os pacientes foram estratificados de acordo com a contagem de leucócitos no início do estudo (em média 41 horas após o início da síndrome coronária aguda). Os resultados após 30 dias e 10 meses foram comparados entre os grupos.

As análises de mortalidade no período de 30 dias mostraram um aumento significativo no risco de morte em pacientes com contagens elevadas de leucócitos. A análise combinada dos end-points (morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico, desenvolvimento ou piora de insuficiência cardíaca congestiva ou choque cardiogênico) mostrou que esses eventos foram mais freqüentes entre os 18% de pacientes com contagem leucocitária acima de 10,000 por mm3. A análise dos dados após 10 meses de seguimento também mostrou um aumento de mortalidade entre os pacientes com contagem leucocitária elevada. O risco relativo de morte entre pacientes com contagem leucocitária muito aumentada (maior que 15.000/mm3) foi significativamente maior que o risco em pacientes com contagem leucocitária entre 10.000 e 15.000/mm3.

Os autores concluem que um valor de leucometria superior a 10.000/mm3, mesmo no segundo dia de hospitalização, é um poderoso preditor de mortalidade e eventos não fatais em pacientes com infarto agudo do miocárdio agudo e angina instável.

Referência: Cannon CP, et al. Association of white blood cell count with increased mortality in acute myocardial infarction and unstable angina pectoris. Am J Cardiol March 1, 2001;87:636-9.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal