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Colesterol baixo está ligado a risco de depressão

Homens de meia-idade, com níveis séricos de colesterol naturalmente baixos, têm risco significativamente mais alto de apresentarem sintomas de depressão grave, em relação aos homens com colesterolemia mais alta, segundo pesquisa publicada na edição de março/abril da revista Psychosomatic Medicine.

O Dr. Grobbee e cols, avaliaram homens com idade entre 40 e 70 anos, quanto a sintomas de depressão, bem como quanto a hostilidade, raiva e impulsividade. Os participantes eram parte de um grupo de estudo de colesterol (90/91).

Os níveis de colesterol foram novamente medidos em 93 e 94. Apenas os sujeitos que mantiveram as mesmas taxas nas duas medições foram mantidos no estudo. Os participantes não estavam usando nenhum medicamento que pudesse alterar a colesterolemia e nem apresentavam sinais de qualquer doença crônica.

O risco de depressão foi estimado através do "Beck Depression Inventory (BDI)", sendo que 15 pontos ou mais nesta escala denotavam risco de depressão grave. Este risco foi de 4 a 7 vezes maior entre os homens que apresentavam níveis séricos de colesterol de 4.5 mmol/L (aproximadamente 174 mg/dl) ou menos, comparados com aqueles cujos níveis oscilavam entre 6 e 7 mmol/L (aproximadamente 240 a 270 mg/dl).

Não está claro de que maneira os níveis naturalmente baixos de colesterol podem predispor os indivíduos à depressão, mas os pesquisadores acham que mudanças no metabolismo da serotonina podem ocorrer como resultado de um déficit de triptofano no cérebro, que poderia resultar de um aumento da ligação do triptofano com proteínas plasmáticas, na ausência de ácidos graxos, quando os níveis destes últimos estão baixos.

O Dr. Grobbee afirma que há uma "diferença essencial" entre pessoas que tem níveis naturalmente baixos de colesterol e aqueles que reduziram sua colesterolemia deliberadamente, através de dieta ou uso de medicamentos.

Outros trabalhos, porém, identificaram uma associação entre níveis cronicamente baixos de colesterol e morte por causas violentas, especialmente suicídio. "Este estudo fornece mais uma evidência de que há uma relação entre níveis baixos de colesterol e depressão, e reforça a necessidade de se buscar a causa desta associação", comentou o Dr. Grobbee.

Referência: Psychosom Med 62:205-211, 2000.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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