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Buco–maxilo

Deslocamento do disco da articulação têmporo-mandibular: US x RM

Segundo estudo, a ultra-sonografia dinâmica realizada por especialistas fornece informações importantes sobre o deslocamento do disco da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Os pesquisadores afirmam que a ultra-sonografia é capaz de demonstrar o desarranjo interno e o deslocamento discal com ou sem redução.

O desarranjo interno é definido como uma anomalia da posição do disco articular em relação ao côndilo mandibular e a eminência articular.

O exame ultra-sonográfico da ATM direita e esquerda de 64 pacientes consecutivos foi realizado com a boca fechada e em abertura máxima, bem como durante a abertura e fechamento bucal.

A orientação do feixe ultra-sonográfico foi baseada em um protocolo padronizado para obter imagens seccionais incluindo o compartimento ântero-superior da articulação em um planto frontal-sagital, afirmam os autores. Com o paciente em posição supina, o transdutor foi colocado ao longo do maior eixo do ramo mandibular sobre a ATM e o arco zigomático.

De acordo com os autores, os pontos ósseos de referência – o côndilo mandibular e a eminência articular – foram visualizados como linhas hiperecogênicas.

Foi possível identificar a amplitude de movimento do disco, com movimentos suaves da mandíbula do paciente.

Eles ressaltam que a orientação do transdutor deve ser mantida durante o movimento para evitar alterações artificiais no aspecto do disco, em particular sua ecogenicidade.

Na análise dos achados com a boca fechada, considerou-se a posição do disco normal quando a zona intermediária estava localizada entre o aspecto ântero-superior do côndilo e póstero-inferior da eminência articular. Os discos com a zona intermediária localizada anteriormente a essa posição foram considerados deslocados.

Foram observados 87 casos de desarranjo interno. Utilizando a RM como o método padrão-ouro, a ultra-sonografia dinâmica diagnosticou corretamente o desarranjo interno em 93% dos casos, o deslocamento com redução em 82% e sem redução, em 83% dos pacientes.

Conclui-se que a acurácia da interpretação prospectiva da ultra-sonografia de alta resolução do desarranjo interno, do deslocamento discal com redução e sem redução foi, respectivamente, de 95%, 92% e 90%.

Referência
R Emshoff et al. AJR 2002 June; 178:1557-1562

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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